A fisionomia do prefeito Abílio Brunini durante a coletiva convocada pelo senador Wellington Fagundes não deixou dúvidas: o semblante carregado e a postura acuada transpareciam o peso de uma gestão que parece ter perdido o prumo. O clima de desolação, notado por todos os presentes, reflete o isolamento político de um gestor que, com pouco mais de um ano de mandato, já enfrenta uma crise de governabilidade sem precedentes, simbolizada pela saída iminente de peças-chave de seu primeiro escalão.
A debandada de secretários, incluindo a pasta vital da Saúde, confirma os rumores de que o estilo centralizador e a falta de entregas efetivas tornaram o ambiente administrativo insustentável. Com a infraestrutura, a educação e a saúde da capital mergulhadas no caos, Abílio aparenta ter sucumbido ao próprio método de governar, exibindo o cansaço precoce de quem ainda tem três longos anos de um mandato sofrível pela frente. A reunião, que deveria demonstrar unidade partidária, acabou servindo apenas como moldura para o retrato do desespero de um prefeito que já não consegue esconder o colapso de sua administração.
Abílio Brunini com cara de derrota em coletiva marcada por debandada no secretariado
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