As farpas que estão sendo trocadas entre o governador, Mauro Mendes (União), e a deputada estadual, Janaina Riva (MDB), têm como principal combustível os projetos pessoais de ambos para conseguir um cargo eletivo majoritário em 2026. A situação, aliás, foi assumida pelo próprio gestor, em nova oportunidade onde atacou a parlamentar, neste início de semana.
Segundo apurado pelo BLOG, a situação ficou próxima de ser pacificada recentemente, quando Janaina teve seu nome defendido pelo seu grupo político situacionista para ser vice de Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS). A composição contemplaria os dois importantes partidos e os dois políticos envolvidos, além de tirar Janaina do debate pelo Senado Federal e assim abrir margem para uma composição de chapa ao Alto Parlamento com Mauro e José Medeiros (PL), contemplando todos os envolvidos, inclusive o senador em meio de mandato, Wellington Fagundes (PL), que recuaria de seu projeto pelo Palácio Paiaguás com o nobre espaço aberta à nora.
Acontece que quem conduzia a articulação política não sabia ou não levou em conta o veto pessoal à Janaina da atual primeira-dama, Virgínia Mendes, que não declara publicamente o motivo, mas segundo o apurado nutre o chamado “ranço” até da voz da deputada do MDB. A imposição doméstica evitou que fosse erguida a bandeira de paz e irritou todos os envolvidos, inclusive Mauro, mas que publicamente não encontrou outra alternativa a não ser atacar Janaina e a chamar de opositora, talvez pra ganhar pontos em casa e deixar o recado que não tinha nada a ver com a quase aliança política, embora teve.
De sua parte, a deputada agora garante que tem todos os olhos no Senado Federal e busca uma composição direta com PL, apostando no desgaste criado com a manobra atrapalhada de Mauro de tentar trazer para seu controle a sigla bolsonarista.
Quanto a Pivetta, ele não é o nome preferido de Mauro, que adoraria colocar toda a estrutura do Executivo Estadual para tentar eleger Cidinho Santos (PP) como governador. Ocorre que este fatalmente seria vetado pela Justiça Eleitoral se forçar um registro de candidatura, já que possui condenação que o configura como ficha suja e inelegível.