Vingança política: Abilio Brunini demite primeiro comissionado em retaliação à eleição da mesa diretora e revela práticas da "velha política" em Cuiabá

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Vingança política: Abilio Brunini demite primeiro comissionado em retaliação à eleição da mesa diretora e revela práticas da "velha política" em Cuiabá

A aparente promessa de renovação política do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, ruiu diante do Diário Oficial com a exoneração imediata de Anderson Carvalho Matos do cargo de Diretor Técnico de Resíduos Sólidos da LIMPURB (Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos). A demissão, assinada diretamente pelo chefe do Executivo municipal, não possui justificativas técnicas, mas sim um claro pano de fundo de retaliação e perseguição política. Anderson é umbilicalmente ligado ao vereador Alex Rodrigues, um dos principais articuladores e coordenadores da campanha de Ilde Taques à presidência da Câmara Municipal — candidatura que se tornou o maior pesadelo político de Abilio.


A violenta interferência do prefeito no Poder Legislativo revela uma faceta autoritária e contraditória de sua gestão, que agora tenta a todo custo moldar o comando da Câmara a seu bel-prazer. Fontes de bastidores apontam que Brunini tem movido céus e terras, cogitando inclusive alterar o regimento interno da Casa de Leis, para forçar a reeleição da atual presidente, Paula Calil. O interesse escuso por trás dessa manobra seria manter no cargo uma liderança de perfil notoriamente submisso, disposta a chancelar e blindar todos os caprichos e projetos do Palácio Alencastro, anulando a independência constitucional dos vereadores.


Essa demissão por pura conveniência política representa um balde de água fria na população cuiabana e prova que Abilio Brunini opera exatamente sob a cartilha do fisiologismo que antes costumava criticar. Ao usar o balcão de empregos públicos e a ameaça de exonerações como ferramentas de chantagem e barganha para intervir em uma eleição que compete exclusivamente aos parlamentares, Abilio despe-se da roupagem de "novo" e se consolida como um legítimo herdeiro da pior forma de se fazer política: o coronelismo de canetada.