A temperatura subiu entre a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (PSB), numa troca de farpas que escancarou a antecipação da disputa pelo Senado em 2026. Na última terça-feira, durante sessão na Assembleia Legislativa, Janaína acusou o secretário de perseguição política ao travar suas emendas parlamentares e, em tom agressivo, mandou que ele “virasse homem”. Fabinho não deixou barato e reagiu publicamente, citando escândalos de corrupção envolvendo a família Riva e pedindo explicações sobre recursos supostamente desviados da Secretaria de Agricultura Familiar.
A tréplica veio nesta quinta-feira, quando a deputada disse que falar da família Garcia era “piada pronta”, e ironizou o vitimismo do secretário por envolver mulher e filhas no embate político. Em uma entrevista, voltou a chamar Fabinho de “capacho do governador Mauro Mendes” e indicou que o secretário age a mando do Palácio Paiaguás, para enfraquecer sua atuação parlamentar. O tom foi de confronto direto, sem meias palavras: “Não vou recuar, e não aceito ameaça disfarçada de discurso técnico”.
Nos bastidores, a rixa tem um nome: Senado Federal. Janaína enxerga em Mauro Mendes um adversário direto na corrida pela cadeira em 2026 — e, segundo aliados da deputada, o governador e a primeira-dama Virgínia Mendes não escondem a antipatia pelo clã Riva. A tensão, portanto, vai além das emendas e das acusações públicas: trata-se de uma guerra por protagonismo político, onde cada declaração se transforma em munição para as urnas. E o que era uma briga de plenário virou um ensaio de campanha, com cenas nada sutis do que está por vir.