A disputa ao governo de Mato Grosso sofreu uma reviravolta decisiva após a inviabilização do nome da deputada estadual Janaína Riva (MDB) para compor como vice na chapa do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O movimento, atribuído ao veto direto do ex-governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virgínia Mendes, desarticulou o palanque governista e empurrou a parlamentar para o grupo oposicionista. Sem o espaço na aliança Palácio Paiaguás e com o próprio Pivetta sofrendo resistências internas do grupo de Mendes, a emedebista encontrou guarida no PL, consolidando sua pré-candidatura ao Senado em uma dobradinha estratégica com o deputado federal José Medeiros (PL).
A reorganização partidária redefiniu o tabuleiro eleitoral ao unir o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo, ao grupo liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e ao senador Jaime Campos (União Brasil) — este último também escanteado do projeto governista. Com a indicação da vice do PL aberta para o Podemos e o MDB engajado na disputa ao Senado, a oposição ganha musculatura para enfrentar o grupo de Pivetta. O arranjo isola os aliados de Mauro Mendes e transforma o desgaste das convenções em uma frente ampla respaldada por lideranças históricas e partidos de forte apelo popular no estado.
Veto do casal Mendes a Janaína Riva provoca reviravolta e fortalece aliança de oposição ao governo em MT
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