TJ desmoraliza Abílio, mas prefeito insiste em rasgar contrato validado por unanimidade pelo judiciário.

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TJ desmoraliza Abílio, mas prefeito insiste em rasgar contrato validado por unanimidade pelo judiciário.

Em mais um episódio digno de “Cuiabá Show”, o prefeito Abílio Brunini (PL) resolveu se rebelar contra a decisão unânime do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que deu 100% de legalidade ao contrato da Parceria Público-Privada com a CS Mobi para o Parque da Isaac Póvoas — desmoralizando, de quebra, o próprio prefeito e seus fiéis escudeiros na Câmara, conhecidos por sua baixa compreensão técnica e jurídica. Mesmo assim, Abílio afirmou nesta quarta-feira que está determinado a rescindir o contrato, mesmo que isso custe aos cofres públicos mais de R$ 130 milhões. “Prefiro assumir a dívida”, declarou, como se fosse uma bravura e não uma birra disfarçada de decisão administrativa .

O que Abílio chama de coragem política, na verdade soa como vingança de palanque e dor de cotovelo mal resolvida. O contrato foi firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro e validado pelo Judiciário mato-grossense — inclusive com votos categóricos de desembargadores —, o que sepultou qualquer tentativa de CPI e desmontou a narrativa oposicionista montada por uma base aliada mais afeita ao grito do que ao argumento. Em vez de celebrar uma obra relevante para a cidade, o prefeito decidiu peitar o Judiciário, jogar o bom senso na sarjeta e tentar posar de herói, mesmo que o povo acabe pagando — literalmente — por esse papelão.