Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu em cheio o núcleo familiar do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira, no âmbito do Inquérito 1822, que apura supostas irregularidades em um acordo milionário efetuado pelo Estado. Além do próprio chefe do Executivo estadual, figuram na decisão sua esposa, a primeira-dama Virginia Raquel Taveira e Silva Mendes Ferreira, e os filhos do casal, Luis Antônio Taveira Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure. Segundo as apurações da Polícia Federal citadas no processo, membros da família do gestor figuravam como cotistas do fundo GS Heritage FIP — estrutura que teria sido utilizada na ponta de uma cascata financeira para receber repasses públicos disfarçados de transações societárias lícitas.
Diante dos indícios apresentados pela autoridade policial, o ministro relator Flávio Dino determinou um conjunto de duras medidas cautelares aplicadas de forma abrangente a todos os quatro membros da família Mendes. A decisão do STF impôs o sequestro e bloqueio solidário de bens e ativos financeiros até o montante de R$ 308,1 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Mauro Mendes, Virginia, Luis Antônio e Ana Carolinne. Todos também foram submetidos à proibição de se ausentar do país com o consequente recolhimento dos passaportes e à vedação de manter contato com os demais investigados no processo, ressalvadas exclusivamente as comunicações estritamente familiares.
SUPREMO ALCANÇA FAMÍLIA DE MAURO MENDES EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA ESQUEMA DE R$ 308 MILHÕES EM MT
·
1 minuto de leitura