“Sumiram com os grãos!” — Produtores denunciam golpe bilionário e pedem investigação da Polícia Federal antes que Grupo Safras escape pela porta da recuperação judicial

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“Sumiram com os grãos!” — Produtores denunciam golpe bilionário e pedem investigação da Polícia Federal antes que Grupo Safras escape pela porta da recuperação judicial

Em uma manifestação contundente protocolada na 4ª Vara Cível de Sinop, os produtores rurais Valdir Bobbi e Bernardino Campeol pedem o indeferimento da recuperação judicial do Grupo Safras, que acumula dívidas superiores a R$ 144 milhões. Eles alertam para o risco de um “golpe em curso”, apontando que grãos de dezenas de produtores desapareceram dos armazéns da empresa — grãos esses que não pertenciam ao Safras, mas sim aos próprios agricultores, que os entregaram em confiança para simples armazenagem.

Segundo os manifestantes, os indícios são graves: contratos não cumpridos, sumiço de patrimônio, transferência de ativos para fundos suspeitos e documentos essenciais ausentes no pedido de recuperação. Eles solicitam que a Polícia Federal, o Ministério Público e outros órgãos sejam acionados com urgência para investigar possíveis crimes como apropriação indébita, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro. A suspeita central é de que o pedido de recuperação judicial seja apenas uma manobra para ganhar tempo, proteger patrimônio oculto e evitar responsabilizações penais.

Ainda mais inquietante, dizem os produtores, é a recorrência de um mesmo roteiro em outras recuperações judiciais no Estado: quando a crise estoura, um fundo aparece prometendo soluções milagrosas — neste caso, a Flowinvest, com sede em Maringá. Coincidentemente, o Grupo Safras também mudou seu endereço para a mesma cidade. Para os produtores, os fatos exigem uma resposta rigorosa do Judiciário: “O que está em jogo não é apenas dinheiro, mas a dignidade de centenas de famílias do agronegócio mato-grossense.”