Sob o olhar de Valmir Moretto, Pivetta denuncia “propina de 30%” nos adversários e ignora episódio da obra “da família”

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Sob o olhar de Valmir Moretto, Pivetta denuncia “propina de 30%” nos adversários e ignora episódio da obra “da família”

O vice-governador Otaviano Pivetta endureceu o discurso ao acusar adversários de cobrarem até 30% de propina em emendas e obras públicas em Mato Grosso. A declaração, no entanto, foi feita sob o olhar atento do deputado estadual Valmir Moretto, aliado político, que recentemente protagonizou um episódio no mínimo constrangedor: durante evento oficial e com o microfone aberto, afirmou que uma obra de cerca de R$ 200 milhões na região oeste seria “dele”, “da família” ou “do irmão”. A cena, amplamente comentada nos bastidores, contrasta diretamente com o tom moral adotado pelo vice-governador.

Sem apresentação de provas públicas para sustentar a acusação, a fala de Pivetta acaba gerando questionamentos sobre coerência e seletividade no combate a irregularidades. Isso porque episódios envolvendo aliados parecem não receber o mesmo rigor discursivo. Ao optar por mirar adversários enquanto ignora fatos recentes dentro do próprio grupo político, o vice-governador transforma uma denúncia grave em um discurso fragilizado — mais próximo de retórica política do que de uma posição sustentada por evidências concretas.