Semana do Cavalo 2025 custa R$ 1,7 milhão a mais que em 2024 — sem emendas e com a primeira-dama Virgínia Mendes como madrinha

· 2 minutos de leitura
Semana do Cavalo 2025 custa R$ 1,7 milhão a mais que em 2024 — sem emendas e com a primeira-dama Virgínia Mendes como madrinha

A 12ª Semana do Cavalo, realizada em Mato Grosso entre os dias 2 e 10 de maio de 2025, entrou para a história como a mais cara da série, superando em R$ 1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais) o valor aplicado na edição anterior. A edição de 2024 contou com um total de R$ 2.839.520,00 em recursos públicos, provenientes de emendas parlamentares individuais e coletivas, conforme publicado nos Diários Oficiais dos dias 2 e 3 de maio daquele ano. Já em 2025, apesar de não ter havido o uso de emendas, o evento foi integralmente custeado pelo Governo do Estado — uma decisão orçamentária que chama atenção não apenas pelo volume de recursos, mas também pela ausência de transparência quanto aos critérios de destinação direta.

O que torna a situação ainda mais emblemática é o protagonismo da primeira-dama Virgínia Mendes, que neste ano assumiu publicamente o posto de “Madrinha da Semana do Cavalo”. Sem o tradicional amparo parlamentar, o governo estadual assumiu sozinho a responsabilidade financeira pela festividade, que mesmo sem novas justificativas técnicas ou ampliação de alcance visível, foi significativamente mais cara. O salto de R$ 2,8 milhões para cerca de R$ 4,5 milhões em apenas um ano, coincidentemente no ano em que Virgínia encabeça simbolicamente a iniciativa, levanta questões legítimas sobre prioridades orçamentárias, gestão de imagem institucional.

Em um Estado que enfrenta desafios persistentes em áreas sociais essenciais — como saúde, habitação e saneamento —, o aumento exponencial de gastos com eventos simbólicos pode ser interpretado como um desequilíbrio de prioridades. A ausência de editais públicos, o uso direto do caixa estadual e a centralidade da figura da primeira-dama no evento tornam legítimo o debate sobre a personalização da máquina pública e a apropriação simbólica de iniciativas financiadas com recursos de toda a sociedade mato-grossense.