A escolha pode até ser legal e fazer parte de uma estratégia de campanha, mas escancara uma dependência eleitoral do capital político do prefeito Abilio Brunini. Se o nome Samantha Iris é suficiente para exercer o mandato, por que o “do Abilio” ganha importância justamente quando o eleitor vai às urnas?
Não se trata propriamente de crise de identidade, mas a mudança levanta uma discussão sobre conveniência política. Ao incorporar o nome do marido na urna, Samantha transforma uma relação pessoal em ativo eleitoral e busca uma associação imediata com um político já conhecido pelo eleitorado.
A pergunta, portanto, é inevitável: “Samantha do Abilio” é identidade política ou apenas uma marca usada quando eleitoralmente conveniente?
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