Durante a oitiva do ex-governador Pedro Taques na CPI do Crime Organizado, o relator, senador Alessandro Vieira, deixou claro que o centro da investigação não está mais na legalidade do acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a Oi, mas sim no destino final dos recursos públicos após o pagamento. Segundo ele, a discussão jurídica sobre o acordo já está sendo tratada em outras instâncias, enquanto a CPI busca entender o caminho do dinheiro e possíveis ramificações.
O senador destacou que há relatos de que os valores teriam sido direcionados a fundos de investimento e, posteriormente, redistribuídos por meio de estruturas financeiras até alcançar beneficiários finais, incluindo, segundo o depoimento, pessoas e empresas ligadas a agentes políticos. Vieira afirmou que a prioridade da comissão é rastrear essas movimentações, identificar responsabilidades e verificar se houve uso indevido de recursos públicos, o que pode levar à adoção de medidas como quebra de sigilos e aprofundamento das investigações.