Informações de bastidores obtidas por fontes ouvidas sob condição de anonimato indicam um ambiente de forte tensão no setor de segurança do Palácio Paiaguás, em Cuiabá, diante da iminente transição de comando no governo de Mato Grosso. Conforme esses relatos, o vice-governador Otaviano Pivetta, que deve assumir o cargo a partir de 1º de abril com a anunciada renúncia do governador Mauro Mendes para disputar o Senado em 2026, já teria determinado à Casa Militar o desmonte do atual aparato de segurança do gabinete. As fontes apontam que o contingente gira em torno de quase uma centena de agentes, incluindo profissionais destacados também para a proteção da família do governador e da primeira-dama Virgínia Mendes.
Ainda segundo essas fontes, a orientação seria para que os militares retornem às suas funções originais nas corporações, o que teria gerado apreensão e movimentações internas em busca de realocação em outros órgãos, como Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas. Há ainda menções a tentativas individuais de transferência, incluindo o nome do capitão Vinícius Ávila. As informações circulam no âmbito de bastidores políticos e administrativos e, até o momento, não foram oficialmente confirmadas pelos órgãos citados.