A Secretaria Municipal de Educação, do prefeito Abilio Brunini, do PL, reajustou em 66% o valor do óleo de soja usado na merenda escolar, elevando o preço unitário de R$ 5,94 para R$ 9,86, conforme o 1º Termo Aditivo do Contrato 232/2025, publicado na Gazeta Municipal nº 1252. Após o aumento, o valor total da compra chega a R$ 629.068,00 para 63.800 unidades do produto.
O que chama atenção é que, enquanto a Prefeitura paga R$ 9,86 por unidade, a reportagem apurou que o mesmo óleo de soja é encontrado por R$ 6,99 no Atacadão de Cuiabá nesta sexta-feira (28), uma diferença significativa, especialmente em um contrato de grande volume.
O aumento foi realizado sob a justificativa de “reequilíbrio econômico-financeiro”, mas o próprio contrato admite o percentual: aproximadamente 66% de reajuste. A tabela da Gazeta confirma os valores:
Antes: R$ 5,94
Depois: R$ 9,86
Quantidade: 63.800 unidades
Valor antigo: R$ 378.972,00
Valor atualizado: R$ 629.068,00
Comparação expõe contradição do próprio prefeito
O caso ganha ainda mais peso porque o prefeito Abilio Brunini já usou, diversas vezes, comparações de preços em sites como Mercado Livre para acusar a gestão anterior, de Emanuel Pinheiro, de superfaturamento. Em várias coletivas e vídeos publicados nas redes sociais, Abilio citou produtos encontrados online para confrontar valores contratados pela antiga administração.
Com o aumento, a Prefeitura passa a gastar mais R$ 250 mil somente com o óleo de soja, valor suficiente para ampliar merenda, comprar carne, frutas ou reformar cozinhas escolares.
Enquanto isso, escolas da rede municipal continuam relatando falta de manutenção, problemas com climatização e irregularidades no fornecimento de itens básicos.
