Prints de conversas no WhatsApp da pasta de Bem-Estar Animal da gestão Abílio Brunini confirmam uma denúncia que chocou protetores e defensores da causa animal em Cuiabá: o órgão está recusando pedidos de castração emergencial sob o argumento de que o procedimento configuraria "crime de aborto". A revelação surgiu durante um embate direto entre lideranças do setor e a primeira-dama Samantha Iris, expondo uma diretriz ideológica que ignora os protocolos veterinários de controle populacional. Para os protetores, a gestão utiliza conceitos jurídicos humanos de forma distorcida para barrar o manejo de animais de rua, tratando o controle de natalidade como um ato criminoso.
O despreparo técnico da pasta ficou evidente quando Samantha Iris, ao tentar defender as políticas da gestão, afirmou erroneamente que Brasília não possuía programas públicos para animais, sendo imediatamente desmentida por defensores que atuam na capital federal. As mensagens de WhatsApp apresentadas comprovam que, ao serem procurados para casos de animais capturados em armadilhas ou no cio, os servidores da prefeitura questionam a intenção do protetor e negam o auxílio, alegando não compactuar com o que chamam de "prática abortiva". A postura foi classificada como um "absurdo administrativo" por quem atua na ponta, já que a demora de mais de 30 dias para uma resposta pública acaba resultando em ninhadas indesejadas e mais sofrimento nas ruas.
Ao transformar uma questão de saúde pública em um debate moral e criminal, a gestão Abílio e Samantha Iris demonstra, segundo os críticos, uma total desconexão com a realidade do manejo de animais abandonados. O uso do WhatsApp oficial para propagar a ideia de que a castração emergencial é crime revela o sucateamento das políticas de esterilização na cidade. Enquanto a prefeitura se perde em justificativas ideológicas e informações falsas sobre outras cidades, a população de cães e gatos em Cuiabá continua a crescer sem controle, deixando os protetores independentes sem qualquer suporte de uma gestão que prioriza o discurso em vez da prática veterinária eficaz.
