Há quem pense que fantasmas da política brasileira ficaram sepultados nos anos 90, mas eles sempre encontram jeito de reaparecer. Numa grande cidade da baixada cuiabana, sussurra-se sobre uma engrenagem antiga: aquela onde o “operador” arrecada não só para a campanha, mas também para os contratos que deveriam ser públicos e transparentes.
Não é preciso dizer nomes — os envolvidos sabem. Reconhecem-se no espelho da história. A cada reunião, a cada ligação, a cada pedido “extra”, o passado ecoa: Collor caiu, PC Farias não resistiu, e muitos empresários e políticos foram junto. Hoje, os que repetem a fórmula deveriam lembrar que a roda gira e que ninguém é invisível para sempre.
A história já mostrou o fim dessa estrada. Cabe aos que nela caminham decidir se querem ser lembrados como estadistas ou como personagens de um escândalo anunciado.