Que em 2026 o povo eleja a Alegria de volta para Mato Grosso

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Que em 2026 o povo eleja a Alegria de volta para Mato Grosso

Artigo.

Há mais de dois séculos, Friedrich Schiller escreveu a Ode à Alegria, poema que seria eternizado por Beethoven como um hino universal à fraternidade, à liberdade e à esperança. Em seus versos, a Alegria é retratada como uma centelha divina, capaz de unir os que foram separados, consolar os que foram feridos e renovar a fé dos que resistem no silêncio.

É disso que o povo de Mato Grosso precisa.

Depois de quase oito anos de um governo que governa com carrancas e ameaça com o silêncio, é hora de relembrar que a política pode — e deve — ser movida por outros sentimentos. Foram anos em que a perseguição se tornou método de governo. O medo se instalou nas redações, nas salas do Ministério Público, nos corredores da Assembleia e nos fóruns de Justiça. Os rostos se fecharam, as vozes se calaram. A alegria foi embora.

O que ficou foi ostentação sem propósito, ódio como discurso e arrogância como regra. O Estado se transformou em um lugar onde a beleza da política — sua capacidade de unir, de cuidar, de inspirar — foi sufocada sob nuvens grossas, cinzentas, pesadas. O sol da democracia ainda brilha, mas o povo não o vê.

É hora de mudar.

Como canta a Ode à Alegria, “todos os homens se tornam irmãos onde tua asa suave pousa”. O povo de Mato Grosso quer isso: reencontrar-se como povo, como comunidade. Quer ver um governo que não trate adversários como inimigos, nem jornalistas como obstáculos. Que não oprima os humildes, nem se cerque de luxo enquanto o básico falta para tanta gente. Que governe com espírito público, e não com espírito de vingança.

A Alegria que Schiller escreveu — e que Beethoven eternizou — não é apenas riso. É dignidade. É justiça. É respeito. É a leveza que nasce quando há verdade. É a emoção de saber que o futuro pode ser melhor do que o passado.

Por isso, que em 2026 o povo de Mato Grosso eleja a Alegria de volta.
Não a alegria vazia de festas ou slogans,
mas a alegria que vem do reencontro com a esperança,
do fim do medo,
da volta da luz.

A alegria que cura.
A alegria que une.
A alegria que liberta.

Popó Pinheiro
Gestor Publico e Jornalista