Mato Grosso amarga o bi‑campeonato como o estado com a maior taxa de feminicídio no Brasil, com 2,5 mortes por 100 mil mulheres em 2024 e 47 vítimas confirmadas, além de 66 tentativas, segundo dados recém-divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 do Ministério da Justiça . O número coloca o estado no topo nacional pelo segundo ano consecutivo, enquanto especialistas alertam que as iniciativas da primeira-dama Virgínia Mendes, em especial o programa social SER Família Mulher, têm se limitado a vídeos para redes sociais sem impacto real: um projeto mais simbólico do que efetivo diante da escalada da violência de gênero.
O programa, que inclui auxílio-moradia de R$ 600 e capacitação profissional para mulheres sob medida protetiva, tem sido amplamente promovido pela comunicação oficial do governo. No entanto, críticos apontam que os recursos são insuficientes diante da gravidade dos índices de feminicídio. O alto número de casos em Mato Grosso mostra que SER Família Mulher não avançou além do marketing institucional, funcionando como uma vitrine digital e não como uma ferramenta concreta de enfrentamento ao problema crescente .