O candidato ao Senado por Mato Grosso Antônio Galvan (Avante) afirmou que a não aceitação do fim de um relacionamento é um “problema pessoal de cada um” ao ser questionado sobre casos de violência contra mulheres motivados por separações.
A declaração ocorreu após Galvan ser confrontado com o caso registrado em Nova Mutum, onde uma mulher de 32 anos foi atacada com 15 golpes de faca. O suspeito, Daniel Borges de Jesus, de 46 anos, ex-companheiro da vítima, foi preso na terça-feira (18). Segundo relato do filho do casal à polícia, o pai atacou a mulher porque não aceitava o fim do relacionamento.
“Não sei, aí é um problema pessoal de cada um, o que eu vou fazer? Eu sair de um relacionamento não tinha problema nenhum. Se tu tiver que sair, tu tem que saber que quando você vai viver com uma pessoa, pode existir um fim”, respondeu Galvan.
Questionado sobre como enfrentar situações semelhantes caso seja eleito senador, o candidato afirmou ser necessário descobrir e atacar a causa, mas disse não enxergar o que poderia ser feito antes da ocorrência do crime.
“Vai prender o cara antes de acontecer o crime? É possível? A lei permite? Agora, o que eu vejo, e fico indignado, que sempre querem forçar uma lei para um lado. Mas isso não ajuda, tá? Aprova? Mas tudo bem, o que vai fazer? Eu não consigo fazer nada. Quando termina, nem você, nem ninguém consegue fazer nada”, declarou.
Galvan ainda encerrou a resposta questionando casos em que homens são vítimas de mulheres: “Agora, tem uma parte que não quer aceitar, o que vamos fazer? Mas o homem e a mulher também não matou o homem?”
Antônio Galvan disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado nas eleições de 2026 pelo Avante.