Pré-candidatos de 2026 estão “botelhando”: repetem a estratégia derrotada de Botelho em 2024 e fabricam vitórias em manchetes e pesquisas

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Pré-candidatos de 2026 estão “botelhando”: repetem a estratégia derrotada de Botelho em 2024 e fabricam vitórias em manchetes e pesquisas

A história parece se repetir — e com os mesmos atores de bastidor. Estratégistas de pré-candidatos ao governo e ao Senado em Mato Grosso estão apostando na velha fórmula que naufragou a candidatura de Eduardo Botelho em 2024: números espetaculares em pesquisas encomendadas, manchetes empolgadas em parte da imprensa e uma bolha de otimismo fabricado que, na prática, termina em frustração nas urnas.

Botelho, então presidente da Assembleia Legislativa, iniciou sua campanha à Prefeitura de Cuiabá cercado de institutos que o colocavam na liderança absoluta e veículos de comunicação que vendiam a vitória como certa. Brigou com aliados, se isolou politicamente e acreditou na própria ficção. O resultado foi um tombo histórico: não apenas ficou fora do segundo turno, como amargou uma derrota humilhante e perdeu, em seguida, a presidência da Assembleia.

Agora, tudo indica que a “estratégia Botelho” — ou simplesmente botelhar — voltou à moda. Pesquisas de cenário duvidoso, imprensa contratada e discursos de vitória antecipada começam a pipocar entre pré-candidatos que buscam repetir o mesmo roteiro de 2024. O problema é que, assim como aconteceu com Botelho, a eleição real não se vence nas manchetes, mas nas ruas.