A diferença entre os créditos suplementares destinados pelo Governo de Mato Grosso ao Procon e à assistência social chama atenção. Enquanto o Fundo Estadual de Defesa do Consumidor recebeu R$ 4.379.055,68, o Fundo Estadual de Assistência Social ficou com apenas R$ 99.024,69.
Na prática, o reforço destinado à modernização do Procon é 44 vezes maior que o valor reservado à área responsável por políticas voltadas a famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Dos R$ 99 mil destinados à assistência social, R$ 20 mil serão aplicados na gestão do Sistema Único de Assistência Social, R$ 40 mil na estruturação do Conselho Estadual de Assistência Social e R$ 39 mil no apoio técnico a programas, benefícios e projetos socioassistenciais.
Já os R$ 4,3 milhões destinados ao Procon serão empregados na modernização do órgão. O decreto, entretanto, não especifica quais equipamentos, estruturas ou serviços serão adquiridos com o montante.
Os valores são provenientes de superávits financeiros de fundos diferentes, o que significa que não houve retirada direta de dinheiro da assistência social para beneficiar o Procon. Ainda assim, o contraste levanta questionamentos sobre a capacidade de uma área que atende pessoas vulneráveis desenvolver ações em todo o estado com um reforço inferior a R$ 100 mil.

