A Polícia Federal deflagrou a Operação Fugazi com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ofensiva cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de determinar o bloqueio de bens e ativos de 7 empresas e 6 empresários investigados. O principal alvo da ação é a Capital Consig, apontada como o núcleo de um grupo econômico suspeito de comercializar cartões de crédito consignado abusivos que funcionavam, na prática, como empréstimos camuflados com juros elevados.
Segundo as investigações, o produto oferecido induzia os consumidores ao erro por meio de descontos contínuos na folha de pagamento e mecanismos como o "tele saque", que dificultavam a quitação e provocavam o aumento constante do saldo devedor de servidores públicos, aposentados e pensionistas. A operação teve origem a partir de denúncias de entidades sindicais de Mato Grosso feitas ao Ministério Público Federal. Em nota, a Capital Consig declarou ter recebido a diligência com surpresa, classificando-a como desnecessária e desproporcional, mas afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
PF mira esquema de consignado disfarçado que lesou servidores em MT; entenda o caso
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