No centro de um furacão político após a Polícia Federal apontar um esquema clandestino de emendas que beneficiou o PL, o prefeito Abílio Brunini utilizou uma estratégia de distração para blindar seu padrinho político. Em vez de explicar a gravidade da denúncia da PF contra o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto — acusado de operar um esquema paralelo de mais de \bm{R$\ 111\text{ milhões}} sem sequer possuir mandato parlamentar —, Abílio preferiu "sair pela tangente". Ele tentou desviar a atenção do eleitorado cobrando transparência nas emendas do senador Carlos Fávaro em municípios como Jangada, em uma clara manobra para abafar o escândalo e proteger a cúpula do próprio partido.
A blindagem explícita de Abílio ao seu chefe partidário tenta mascarar o encalço da PF sobre o presidente do PL, que teve mais de \bm{R$\ 119\text{ milhões}} bloqueados pelo STF por suspeita de fraudar o sistema legislativo registrando deputados como falsos "solicitantes". Exaltando suas próprias emendas aplicadas no Centro Médico Infantil de Cuiabá e em Tangará da Serra para criar uma cortina de fumaça moral, o prefeito convenientemente ignorou o fato de que a denúncia contra Valdemar envolve o desvio de finalidade do dinheiro público para irrigar redutos eleitorais estratégicos do partido. A tática de atacar adversários políticos serve de escudo temporário, mas não diminui a pressão das investigações que cercam diretamente o comando da sua sigla.
Abílio tenta desviar o foco de escândalo do PL e ataca Fávaro para blindar Valdemar da Costa Neto
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