Para Abílio, humorista de esquerda é caso de Justiça, mas humorista de direita é caso de nomeação

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Para Abílio, humorista de esquerda é caso de Justiça, mas humorista de direita é caso de nomeação

A coerência anda em falta no Palácio Alencastro. Dias depois de defender na Justiça que o humorista Thiago Mourão seria um “militante de esquerda disfarçado de comediante”, o prefeito Abílio Brunini assinou ato oficial nomeando para a Secretaria de Comunicação o humorista Uellington Botof Valença — ex-candidato a vereador e, pela régua simplória do próprio Abílio, um militante de direita.

O caso revela que o problema do prefeito não é com o humor, mas com a direção em que a piada aponta. Enquanto Mourão virou alvo de processo judicial, Botof ganhou cargo comissionado. A hipocrisia transbordou: Abílio quer enquadrar a ironia alheia como crime, mas transforma a ironia aliada em salário pago pelo contribuinte.