O governador Mauro Mendes sofreu uma derrota acachapante na Justiça ao tentar censurar o jornalista Pablo Rodrigo e os veículos A Gazeta e Gazeta Digital. Na ação, Mendes e seu filho, Luis Antônio Taveira Mendes, pediam R$ 660 mil de indenização, retratação pública e exclusão de matérias que revelaram a citação do herdeiro como investigado na Operação Hermes, da Polícia Federal. A juíza Olinda de Quadros Altomare, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, foi taxativa: não houve abuso, nem mentira, mas o exercício legítimo do jornalismo investigativo.
A sentença desmonta a narrativa do governador e reconhece que, mesmo antes da confirmação oficial, havia base fática para a reportagem, obtida de fontes confiáveis. O magistrado destacou que não foram usados termos ofensivos ou pejorativos, tampouco manipulação de imagem, e que a posterior inclusão formal de Luis Antônio nas investigações da PF apenas confirmou a veracidade substancial da notícia. A tentativa de Mauro Mendes de vincular a matéria a uma suposta “vingança” empresarial também caiu por terra: nenhuma prova foi apresentada.
O revés não para por aí. Além de perder o processo em primeira instância, Mauro Mendes e seu filho terão que pagar as custas processuais e os honorários advocatícios, fixados em 10% do valor atualizado da causa — mais de R$ 66 mil. No ringue da democracia, a decisão foi um verdadeiro nocaute a favor da liberdade de expressão e dos profissionais que fazem jornalismo sério, com apuração e responsabilidade. 🥊