O governo Mauro Mendes, com o aval do vice Otaviano Pivetta, parece ter transformado o transporte coletivo da Baixada Cuiabana em um laboratório de desperdício. Depois de enterrar o VLT, que já havia consumido R$ 1,8 bilhão e estava 70% pronto, o Estado gastou mais de R$ 1 bilhão para iniciar o BRT, que virou sinônimo de obra parada e promessa descumprida. Agora, a nova invenção da dupla é o Bonde Urbano Digital (BUD), que exigirá novos projetos, licenças, estudos de impacto, desapropriações e compra de vagões elétricos — um pacote que pode elevar o custo total a R$ 5 bilhões, jogando no lixo os R$ 3 bilhões já pagos no VLT e no BRT.
➡️ E vale lembrar: não estamos nem contabilizando as correções monetárias, os juros e o custo do dinheiro público que se foi — o prejuízo real é ainda maior.
Enquanto o governo troca siglas e discursos, as obras se arrastam, as empreiteiras batem cabeça e o descompasso é total. Cuiabá e Várzea Grande seguem sem transporte digno, com corredores interditados, tapumes e buracos virando parte da paisagem. A promessa de mobilidade moderna virou um símbolo da má gestão, da pressa em aparecer e da falta de respeito com o dinheiro e o tempo do cidadão.