MPF denuncia Mauro Mendes e filho por contrabando de 580 kg de mercúrio; investigação cita “Garimpo do Mauro Mendes” e cobra R$ 2,24 bilhões

· 1 minuto de leitura
MPF denuncia Mauro Mendes e filho por contrabando de 580 kg de mercúrio; investigação cita “Garimpo do Mauro Mendes” e cobra R$ 2,24 bilhões

O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) e seu filho, o empresário Luís Antônio Taveira Mendes, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por contrabando de mercúrio, crime ambiental e usurpação de bem da União. A denúncia, apresentada em 23 de outubro, aponta a aquisição irregular de pelo menos 580,37 quilos de mercúrio entre 2022 e 2023, destinados à extração de ouro pelas mineradoras Aricá e Kin, em Cuiabá. Um dos elementos destacados pelos procuradores são conversas obtidas durante a Operação Hermes Hg, nas quais um intermediário afirma que o empreendimento seria de Mauro. Em outra comunicação, o destino de uma remessa aparece identificado como “Garimpo do Mauro Mendes”. Embora o ex-governador não figure formalmente como sócio ou administrador das mineradoras, o MPF sustenta que as mensagens, somadas ao depoimento de um geólogo sobre sua presença nas instalações ao lado do filho, constituem elementos de ligação com as atividades investigadas.  
A denúncia também atribui a Luís Antônio Taveira Mendes funções administrativas nas mineradoras, incluindo atuação gerencial na estrutura de beneficiamento de ouro. Segundo o MPF, o mercúrio teria sido adquirido de fornecedores ligados ao Grupo Veggi, com utilização de notas fiscais que identificavam falsamente a substância como “bolas de ferro”. Diante das acusações, os procuradores requereram à Justiça Federal uma indenização mínima de R$ 2.242.886.486,00 por danos ambientais coletivos e prejuízos à saúde pública, além da responsabilização criminal dos denunciados. O MPF também considerou inviável oferecer acordo de não persecução penal, diante das penas previstas e da dimensão dos danos alegados. A denúncia ainda depende de análise judicial para seu recebimento, e as acusações não representam condenação. O espaço permanece aberto para manifestações de Mauro Mendes, Luís Antônio Taveira Mendes e das empresas mencionadas.