A Câmara de Cuiabá começa a observar com lupa o contrato indenizatório firmado pela gestão Abílio Brunini com a empresa MD Terceirizados Ltda., cujo sócio-administrador é Gerson José da Silva e que possui capital social declarado de R$ 5,3 milhões. Apesar do vulto dos pagamentos, vereadores questionam a desproporção entre os valores recebidos e a estrutura física modesta da sede da empresa, localizada no bairro Boa Esperança. A situação se agrava porque, conforme admitido pela própria Limpurb, a Prefeitura já estende pagamentos indenizatórios há quatro meses à MD, sob a justificativa de manter os serviços e assegurar verbas rescisórias aos funcionários .
A inquietação política cresceu após revelações de bastidores: em março, o proprietário da MD foi visto almoçando em um restaurante de Cuiabá, acompanhado do deputado estadual. Coincidentemente, no mesmo local, em outra mesa, estavam o prefeito Abílio Brunini o seu chefe de gabinete e Salomão. Para vereadores da base, o episódio marca um divisor de águas, já que, dali em diante, a empresa teria passado a receber tratamento privilegiado. Esse conjunto de fatores – pagamentos indenizatórios prolongados, estrutura considerada frágil, e proximidade política em ambientes sociais – leva parlamentares a cobrar investigações mais profundas sobre os contratos e os personagens envolvidos.