Mal terminou a eleição, o senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) já colocou a estabilidade dos servidores públicos na mira. Sob o argumento de aumentar a eficiência da administração, o ex-governador defende flexibilizar as regras e ampliar os mecanismos de demissão de concursados com desempenho considerado insatisfatório.
A posição se soma às críticas ao fim da escala 6x1 e à defesa de que trabalhadores possam cumprir jornadas de até 16 horas diárias, desde que recebam a remuneração correspondente. Depois de defender jornadas mais extensas, Mauro agora propõe rever a proteção de quem ingressou no serviço público por concurso.
A Constituição já prevê hipóteses de perda do cargo, inclusive por processo administrativo e avaliação periódica de desempenho, esta na forma de lei complementar e com ampla defesa. Ao defender regras mais flexíveis, Mendes abre uma discussão que exige critérios claros: a cobrança por resultados precisa preservar as garantias contra demissões arbitrárias.