O governador Mauro Mendes voltou a defender publicamente o chamado Parque dos Bilionários — empreendimento erguido com dinheiro público e entregue para gestão de grupos do agronegócio — afirmando que as críticas vêm de “pessoas medíocres” que “levam os filhos para a Disney e não querem que o trabalhador tenha um parque de qualidade” . A fala reforça o tom provocativo do governador ao justificar uma obra que se tornou símbolo do apartheid social em Mato Grosso, onde o lazer público virou vitrine para elites econômicas.
O mesmo governador que agora faz apologia ao “Parque dos Bilionários” é aquele que, no passado, desdenhou o VLT — modal moderno e sustentável — e defendeu o BRT, vendendo os vagões de Cuiabá e Várzea Grande para a Bahia, mesmo com a obra do VLT já 70% concluída. O custo estimado do parque ultrapassa R$ 2,5 bilhões, valor que poderia ser destinado, por exemplo, ao enfrentamento do feminicídio, crime que mantém Mato Grosso há dois anos consecutivos na liderança do ranking nacional.