Em um duro pronunciamento gravado em vídeo, o ex-governador Mauro Mendes reagiu à deflagração da Operação Eteje pela Polícia Federal, que cumpriu mandados contra ele, sua esposa Virgínia Mendes e seus filhos Luiz Antônio e Ana Caroline. Sem esconder a indignação com a medida judicial do STF que impôs a retenção de seus passaportes e bloqueios patrimoniais, Mendes classified a ação como uma "sacanagem" e uma "armação eleitoreira" orquestrada a apenas dois meses do pleito. O ex-gestor defendeu a legalidade do acordo de R$ 308 milhões firmado entre a PGE e a Oi S.A., sustentando que a transação gerou economia aos cofres públicos e foi avalizada por órgãos de controle, além de negar peremptoriamente qualquer vínculo de sua família com os fundos de investimento investigados.
No vídeo, Mauro Mendes direcionou pesadas acusações a adversários políticos de Mato Grosso — citando nominalmente Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro e Jaime Campos — aos quais atribuiu a criação de "narrativas falsas e mentiras" para induzir o Judiciário ao erro. Segundo ele, o relatório da PF que embasou as cautelares do STF seria um "copia e cola" de denúncias fabricadas pela oposição, que já vinha alardeando a operação nos bastidores da política regional. Recordando o episódio de 2014, em que também foi alvo da PF e posteriormente inocentado pela Justiça, o ex-governador afirmou não ter "nada a temer", cobrou celeridade nas apurações para que a verdade seja restabelecida e garantiu que o grupo político continuará firme na disputa eleitoral.
MAURO MENDES REAGE À OPERAÇÃO DA PF, CLASSIFICA SITUAÇÃO COMO “SACANAGEM” E ACUSA ARMADILHA POLÍTICA A 60 DIAS DA ELEIÇÃO
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