O ex-secretário da Casa Civil Mauro Carvalho Júnior, o "Maurinho Carvalho", e sua esposa Mônica Padilla de Borbon Neves Carvalho foram alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje, em Cuiabá. Conhecidos nacionalmente por serem os proprietários de uma mansão avaliada em mais de R$ 100 milhões que virou notícia na imprensa, o casal agora figura formalmente entre os investigados do Inquérito 1822 por supostamente integrar a organização que desviou R$ 308 milhões dos cofres públicos. A decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que a família esteve envolvida na estruturação de fundos de investimento utilizados para pulverizar, estratificar e ocultar o dinheiro público oriundo de um acordo considerado fraudulento entre o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.
Diante do conjunto indiciário apresentado pelos investigadores, a Suprema Corte impôs medidas cautelares severas contra o casal. O ministro Flávio Dino decretou o sequestro e bloqueio solidário de bens e valores do casal no limite de R$ 308,1 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Maurinho e Mônica. A decisão judicial determinou ainda a retenção dos passaportes de ambos com a proibição rigorosa de se ausentarem do país, somada à vedação de manterem qualquer tipo de contato com os demais alvos do processo, no intuito de preservar a colheita de provas e a instrução probatória.
MAURINHO CARVALHO E MÔNICA CARVALHO SÃO ALVOS DA PF POR SUPOSTO DESVIO DE R$ 308 MI DA OI, SEGUNDO STF
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