O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho Júnior, anunciou nesta terça-feira (11) que deixa o comando da pasta. Em carta de renúncia divulgada nas redes sociais, ele afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com a família e com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ressaltou que sua saída não ocorreu por determinação judicial.
Carvalho é um dos investigados no âmbito da Operação Heritage, da Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades envolvendo o acordo firmado entre o Estado e a Oi. Na manifestação, ele negou participação no acordo e afirmou que pretende se dedicar à família, às empresas e à defesa para “provar sua inocência”.
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“Saio de pé e com a consciência tranquila”, afirmou.
O agora ex-secretário destacou que a autoridade policial chegou a pedir seu afastamento do cargo, mas a medida foi negada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Carvalho, a decisão acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de que não havia indícios de uso do cargo para finalidade ilícita.
“Não saio, portanto, por determinação judicial. Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o governador do Estado”, escreveu.
Carvalho também enfatizou que está sendo investigado, mas não foi condenado. “Isto é uma investigação — e investigação não é condenação. Não fui denunciado, não estou sendo processado criminalmente e não fui condenado”, declarou.
Sobre o acordo com a Oi, ele reafirmou que não participou das negociações nem recebeu qualquer benefício. Carvalho argumentou ainda que, entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que, segundo ele, tramitou o processo envolvendo a companhia, não ocupava cargo público federal ou estadual.
“Não participei do acordo e não me beneficiei. Nenhum recurso originário do acordo firmado com a Oi foi utilizado em benefício próprio ou da minha família”, afirmou.
Na carta, Carvalho também prestou solidariedade ao procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, e ao deputado federal Fábio Garcia, também alcançados pelas investigações.
Ao final, agradeceu a confiança de Pivetta, prestou homenagem aos servidores da Casa Civil e fez um apelo para que ninguém seja considerado culpado antes do julgamento.
“Peço a Deus que a verdade prevaleça, e que ninguém seja condenado sem culpa, como aconteceu com Jesus diante de Pilatos. Que Deus abençoe todos nós”, concluiu.
