Indicações do vereador Joelson são da mesma “qualidade” do assessor que recebeu R$ 250 mil? Cuiabá se pergunta se teremos mais “assessores Pix” e vereadores empreiteiros

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Indicações do vereador Joelson são da mesma “qualidade” do assessor que recebeu R$ 250 mil? Cuiabá se pergunta se teremos mais “assessores Pix” e vereadores empreiteiros

Na esteira do escândalo que sacudiu a base do prefeito Abílio Brunini, a população cuiabana agora dirige o olhar para uma nova e perturbadora questão: quem foram os nomeados pelo vereador Sargento Joelson — e estarão eles no mesmo nível ético do assessor que recebeu, segundo a Polícia Civil, R$ 250 mil em propina da empresa responsável por obras no Contorno Leste? A inquietação é legítima. Joelson, ex-militar, eleito sob o manto da moralidade, foi afastado em meio a acusações de corrupção pesada e de tráfico de influência — e ainda mantém forte influência sobre nomeações na Câmara e na estrutura da Prefeitura, com o beneplácito do prefeito e o endosso tácito de seu líder na Casa, Dilemário Alencar.

Enquanto as denúncias se multiplicam e o clamor público exige explicações, o prefeito Abílio permanece num silêncio que mais parece cálculo político que prudência republicana. Nada de vídeos, nada de TikTok, nenhuma piada de efeito: apenas a mudez gélida de quem vê a base se dissolver e escolhe a paralisia. A pergunta ecoa nos corredores do Alencastro e nas rodas de conversa da cidade: será que teremos mais “assessores Pix” em cargos estratégicos? Mais vereadores que fazem lobby de empreiteiras sob a fachada da moral cristã? A resposta, por ora, se esconde sob os óculos escuros de quem um dia jurou “mudar tudo isso que está aí”.