O silêncio do prefeito Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, diante da trágica morte do jovem Eduardo Mikuska no trânsito da cidade, expõe a contradição de quem antes apontava o dedo e agora evita o espelho. Em 2022, ainda na oposição, o próprio Cláudio declarou que “o sangue que mancha o asfalto de Rondonópolis tem a digital do gestor público municipal”, cobrando responsabilidade do então prefeito pelas mortes no trânsito.
Hoje, com a caneta e o poder nas mãos, Cláudio se cala. Nenhuma nota oficial, nenhuma autocrítica, nenhum gesto de empatia. O comportamento é sintomático da hipocrisia que marca boa parte dos políticos da extrema-direita que assumiram prefeituras no país em janeiro deste ano — figuras despreparadas, de discurso destrutivo, que subiram ao poder prometendo moralidade, mas entregam descaso e falta de responsabilidade. Cláudio Ferreira, ex-deputado de baixo clero e dono de um mandato apagado, agora experimenta o peso da própria fala — e o silêncio que condena.