O governo de Mauro Mendes é o principal entrave para a chegada da Casa da Mulher Brasileira em Cuiabá, resultando na perda de um investimento federal de R$ 19 milhões. De acordo com documento oficial do Ministério das Mulheres, a gestão estadual se omitiu completamente do processo em 2024, deixando de comparecer a reuniões estratégicas e falhando em apresentar o Plano de Trabalho e a Proposta no sistema federal dentro do prazo legal. Devido a essa inércia administrativa, os recursos que já estavam destinados à capital mato-grossense precisaram ser realocados pelo Governo Federal para evitar que a verba fosse perdida, deixando as mulheres da região sem o suporte de uma unidade de atendimento integral.
O descaso da gestão Mendes fica evidente no detalhamento do Ministério, que aponta que, enquanto a prefeitura de Cuiabá chegou a indicar o terreno e manifestar interesse, o Estado não demonstrou o comprometimento técnico e político necessário. Sem a manifestação formal e a cooperação do Governo de Mato Grosso, a implantação do equipamento — que ofereceria serviços de delegacia especializada, defensoria e acolhimento 24 horas — permanece travada. Atualmente, Cuiabá e Florianópolis são as únicas capitais do país que ainda não iniciaram os processos de instalação, um isolamento negativo provocado pela falta de prioridade do governo estadual no enfrentamento à violência contra a mulher.


