Enquanto a capital mato-grossense testa a resiliência de seus munícipes, o prefeito Abílio Brunini decidiu que a gestão pública pode esperar, mas o tom da melodia, jamais. Em uma missão "diplomática" de altíssima relevância coreográfica, o gestor desembarcou nos Estados Unidos para uma agenda que faria qualquer estadista invejar: balançar o corpo em um ritmo quase transcendental ao lado de Eduardo Bolsonaro. O ponto alto da viagem não foi a busca por investimentos em saneamento ou tecnologia urbana, mas o empenho em "cantar meu amigo Flávio", hino dedicado ao presidenciável Flávio Bolsonaro, provando que, para Abílio, administrar uma cidade é opcional, mas manter o vibrato político em dia é prioridade absoluta.
O intercâmbio cultural-partidário serviu para mostrar que a distância entre o Palácio Alencastro e os EUA é curta quando o combustível é o entusiasmo de fã. Entre um passo de valsa e outro, o prefeito demonstrou que seu preparo para o cargo transcende as burocracias do asfalto e da saúde, atingindo o ápice na categoria de entretenimento de comitiva. Cuiabá, por sua vez, segue em ritmo de espera, confortada pela certeza de que, embora os problemas locais continuem no mesmo lugar, a harmonia vocal de seu líder nunca esteve tão afinada com os interesses que realmente importam — a pelo menos sete mil quilômetros de distância do gabinete.
Diplomacia do Grito: Prefeito de Cuiabá cruza o Atlântico para "cantar meu amigo Flávio" nos EUA
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