A inscrição do governador Mauro Mendes como piloto na prova de abertura do Campeonato Estadual de Kart, marcada para o dia 26 de abril no Kartódromo Internacional de Cuiabá, chama atenção não apenas pelo inusitado interesse do chefe do Executivo pelo automobilismo, mas, sobretudo, por onde tal evento ocorrerá: o luxuoso e inacabado Parque Novo Mato Grosso. Com custo previsto superior a R$ 80 milhões apenas para o kartódromo, o complexo está sendo erguido com recursos públicos no coração da área mais nobre do agronegócio mato-grossense, entre condomínios de luxo, fazendas milionárias e mansões de sojicultores.
Especialistas apontam que o valor total investido na estrutura do parque — incluindo arenas, autódromo, vias de acesso e urbanização — pode ultrapassar R$ 3 bilhões em médio prazo, consolidando-se como o maior projeto de segregação social financiado com dinheiro público na história recente de Mato Grosso. A promessa de “parque para todos” se dilui diante da realidade concreta: o acesso popular será limitado, enquanto a valorização fundiária beneficia diretamente os bilionários que já dominam a região.
Ao se inscrever na competição de kart, o governador não apenas abraça um hobby de elite, mas simbolicamente ratifica o que muitos já denunciam: o Parque Novo Mato Grosso é, na prática, um playground de ricos — bancado pelos pobres. Em vez de exigir que os barões da soja, setor que acumula isenções fiscais e lucros bilionários, invistam do próprio bolso, o Estado assumiu o papel de mecenas da elite, transformando o erário em motor de luxo e exclusão.
Governador vai “brincar”
de kart em parque de bilionários pago com dinheiro do povo mato-grossense
A inscrição do governador Mauro Mendes como piloto na prova de abertura do Campeonato Estadual de Kart, marcada para o dia 26 de abril no Kartódromo Internacional de Cuiabá, chama atenção não apenas pelo inusitado interesse do chefe do Executivo pelo automobilismo, mas, sobretudo, por onde tal evento ocorrerá: o luxuoso e inacabado Parque Novo Mato Grosso. Com custo previsto superior a R$ 80 milhões apenas para o kartódromo, o complexo está sendo erguido com recursos públicos no coração da área mais nobre do agronegócio mato-grossense, entre condomínios de luxo, fazendas milionárias e mansões de sojicultores.
Especialistas apontam que o valor total investido na estrutura do parque — incluindo arenas, autódromo, vias de acesso e urbanização — pode ultrapassar R$ 3 bilhões em médio prazo, consolidando-se como o maior projeto de segregação social financiado com dinheiro público na história recente de Mato Grosso. A promessa de “parque para todos” se dilui diante da realidade concreta: o acesso popular será limitado, enquanto a valorização fundiária beneficia diretamente os bilionários que já dominam a região.
Ao se inscrever na competição de kart, o governador não apenas abraça um hobby de elite, mas simbolicamente ratifica o que muitos já denunciam: o Parque Novo Mato Grosso é, na prática, um playground de ricos — bancado pelos pobres. Em vez de exigir que os barões da soja, setor que acumula isenções fiscais e lucros bilionários, invistam do próprio bolso, o Estado assumiu o papel de mecenas da elite, transformando o erário em motor de luxo e exclusão.