Festa popular se faz em praças, avenidas ou na Arena Pantanal — mas Mauro Mendes, em fim de mandato e em desespero político, tenta justificar o gasto bilionário no autódromo dos bilionários com shows

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Festa popular se faz em praças, avenidas ou na Arena Pantanal — mas Mauro Mendes, em fim de mandato e em desespero político, tenta justificar o gasto bilionário no autódromo dos bilionários com shows

Não era preciso torrar mais de R$ 2 bilhões do povo de Mato Grosso para fazer show “gratuito”. Porque não existe gratuito — alguém está pagando e alguém está ganhando. Festa popular de verdade acontece onde o povo está: nas praças, nas avenidas e na Arena Pantanal — espaços públicos e acessíveis. Como foi o caso do show histórico da cantora Lady Gaga em Copacabana, no Rio de Janeiro, que reuniu mais de 2 milhões de pessoas em uma celebração democrática, totalmente bancada por grandes patrocinadores e sem um centavo de dinheiro público.

O governador Mauro Mendes, no entanto, tenta de forma desesperada, no apagar das luzes do seu mandato, justificar o gasto bilionário no Parque Novo Mato Grosso, o “autódromo dos bilionários”. O projeto, pensado para os ricos e para o agronegócio, virou símbolo do apartheid social em Mato Grosso — um espaço de luxo erguido com dinheiro público, inacessível ao povo que o financiou. O autódromo representa o retrato mais cruel de um governo que abandonou as prioridades sociais e tenta, com shows e marketing, encobrir o desperdício monumental de recursos e o abismo entre o luxo da elite e a realidade da população.