Falta de critérios no comando da PM revolta a caserna e expõe favorecimentos na corrida a coronel

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Falta de critérios no comando da PM revolta a caserna e expõe favorecimentos na corrida a coronel

A formação do quadro de acesso para a promoção a coronel da Polícia Militar de Mato Grosso gerou forte revolta dentro da corporação, expondo o que integrantes da tropa apontam como falta de critérios objetivos e ingerência política sob a gestão do comandante-geral, coronel Cláudio Fernando. O descontentamento na caserna ganhou força com a inclusão de nomes com trânsito político e distantes do policiamento de rua, como a tenente-coronel Nágila — ligada ao ex-secretário da Seduc, Alan Porto — e a tenente-coronel Jussara Novacki, que passou mais de cinco anos afastada da rotina operacional servindo em Brasília e, apenas um mês após retornar ao estado, já figura na lista para o posto mais alto da hierarquia.
O tratamento dispensado pelo comando é visto internamente como um desestímulo ao trabalho ostensivo, já que oficiais com comando efetivo de tropa foram preteridos. É o caso da tenente-coronel Hadassah Suzannah Fleck, que está à frente de uma unidade estratégica como a Força Tática e acabou deixada de fora das indicações. A disparidade de critérios escancarou a insatisfação entre os oficiais da ativa, que criticam a priorização de articulações de gabinete em detrimento do mérito operacional e do tempo de dedicação direta à segurança pública nas ruas.