A prestação de contas da 6ª Etapa do Campeonato Estadual de Beach Tennis, sediada na Arena Forum TMI em Rondonópolis, revela um gasto considerado exorbitante reservado exclusivamente para os juízes da competição. Conforme o plano de aplicação aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio do Funded-MT, foram destinados exatos R$ 32.633,60 dos cofres públicos para a rubrica de "Serviços de Terceiros - Serviço de Arbitragem", repassados à Federação Mato-grossense de Tênis (FMTT).
A cifra gerou forte indignação no meio esportivo estadual. Técnicos e fontes ligados à modalidade afirmaram a este blog que o valor habitual e suficiente para cobrir os custos de arbitragem em um torneio desse porte seria de apenas R$ 4 mil. A disparidade de mais de oito vezes entre o custo real estimado por especialistas e os R$ 32,6 mil previstos no convênio oficial — que totaliza quase R$ 550 mil — reforça as suspeitas de desperdício do erário público no evento esportivo.
Etapa em Rondonópolis prevê R$ 32,6 mil para árbitros, mas bastavam R$ 4 mil, dizem especialistas
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