Enquanto Pedro Taques denuncia fintech ligada ao PCC nos consignados do Governo Mauro Mendes, Abílio se perde em crises — e Emanuel Pinheiro brinda tranquilo com cerveja gelada na calçada de Cuiabá

· 1 minuto de leitura
Enquanto Pedro Taques denuncia fintech ligada ao PCC nos consignados do Governo Mauro Mendes, Abílio se perde em crises — e Emanuel Pinheiro brinda tranquilo com cerveja gelada na calçada de Cuiabá

Em meio ao caos político que assombra Mato Grosso, a cena é reveladora das diferentes atmosferas que cercam seus líderes. De um lado, o prefeito Abílio Brunini, atolado em conflitos internos e crises administrativas que corroem sua autoridade. Do outro, o governador Mauro Mendes, agora tragado por uma denúncia grave feita pelo ex-governador Pedro Taques, que associa o governo estadual a uma fintech de consignados supostamente ligada ao PCC — mistura explosiva entre o salário limpo dos servidores e o dinheiro sujo do crime organizado. O cenário, de inquietação e desgaste, reforça a fragilidade da imagem institucional de ambos.

Contrastando com esse panorama turbulento, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, exibe um estilo de vida que se aproxima mais da serenidade do cotidiano popular. Longe das manchetes policiais e das tensões palacianas, Emanuel circula pela cidade visitando amigos e eleitores, quase sempre na beira da calçada, de cadeira de fio, cerveja estupidamente gelada à mão — como manda a tradição cuiabana para espantar o calor desta época. Enquanto uns se desgastam em escândalos e incompetências, ele constrói sua narrativa política na simplicidade, no afeto e na convivialidade, transformando a calçada em palco de política afetiva e de resistência simbólica ao tumulto institucional.