No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes apresentou o projeto do novo Parque Autódromo de Guaratiba com investimento totalmente privado de cerca de R$ 1,3 bilhão, sem utilização direta de recursos públicos, com capacidade para 120 mil pessoas e projeto apto para a Fórmula 1. Simultaneamente, a Prefeitura aprovou o plano de “vltzação” dos corredores de BRT — ou seja, converter os sistemas de ônibus de alta capacidade em veículos leves sobre trilhos ou similares — o que representa um avanço em mobilidade, ao priorizar um modal de maior qualidade.
Já em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes promoveu o Parque Novo Mato Grosso — área pública com autódromo e infraestrutura para grandes eventos — com investimento estatal e concessão à iniciativa privada para exploração, enquanto o sistema de mobilidade urbana planejado na Região Metropolitana de Cuiabá abandonou o projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) após gastar mais de R$ 1 bilhão e optou por BRT, considerado retrocesso para quem busca trens leves. Para piorar, os vagões adquiridos para o VLT mato-grossense acabaram sendo negociados com o estado da Bahia, reforçando a sensação de que os cuiabanos não merecem o modal mais moderno.
A comparação evidencia que escolhas de gestão importam — enquanto no Rio de Janeiro se aposta em parcerias privadas, mobilidade de modal superior e priorização de transparência, em Mato Grosso se observa obra pesada, dependente de recurso público, retrocesso de modal e falta de clareza sobre retorno ou destino dos investimentos. A população estadual, especialmente de Cuiabá e Várzea Grande, é quem vai pagar a conta dessa opção de gestão mal calibrada.