Documento oficial confirma: foi Abílio Brunini quem levou à polícia as provas que resultaram no afastamento dos vereadores Sargento Joelson e Chico 2000

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Documento oficial confirma: foi Abílio Brunini quem levou à polícia as provas que resultaram no afastamento dos vereadores Sargento Joelson e Chico 2000

Um documento oficial da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR/MT), datado de 13 de agosto de 2024, revela de forma inequívoca que o deputado federal Abílio Jacques Brunini Moumer foi o responsável por entregar à Polícia Civil de Mato Grosso as provas que culminaram no afastamento dos vereadores Sargento Joelson e Chico 2000 da Câmara Municipal de Cuiabá.

Segundo o despacho policial, Abílio compareceu pessoalmente à unidade especializada e protocolou áudios, mensagens e comprovantes de transferências via Pix, que somariam pelo menos R$ 150 mil. O material, encaminhado a ele por um interlocutor identificado como João Jorge Souza Catalan, indicava a existência de pagamentos de propina em benefício de obras do Contorno Leste, tendo como destinatário direto o vereador Sargento Joelson.

O documento registra ainda que o próprio vereador teria gravado mensagem de áudio reconhecendo uma “relação de débito” com ele e com a Câmara Municipal, evidência que reforçou o peso da denúncia. Diante da gravidade, o delegado Henrique Trevizan determinou a instauração de Averiguação de Informação Preliminar (AIP), a intimação de João Jorge e a análise técnica de todo o material apresentado.

Embora a Polícia tenha ressaltado que os indícios ainda careciam de confirmação plena, a ação de Abílio foi decisiva para deflagrar a apuração e abriu caminho para os desdobramentos políticos e judiciais que resultaram no afastamento de Joelson e, por consequência, de Chico 2000, seu aliado direto.

O episódio expõe não apenas a dimensão da crise ética no Legislativo cuiabano, mas também a face oculta da política de bastidores, em que gravações e delações acabam se transformando em armas de sobrevivência e destruição de reputações. Resta agora às instituições de controle e à Justiça dar sequência à investigação, sob pena de Mato Grosso assistir a mais um escândalo se dissolver na vala comum da impunidade.