Deputado do PT tem emenda de 2025 paga antes da maioria da base do governador na ALMT

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Deputado do PT tem emenda de 2025 paga antes da maioria da base do governador na ALMT

Enquanto a maioria dos parlamentares da base governista ainda aguarda a liberação dos recursos de suas emendas, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) viu R$ 500 mil de sua cota empenhada serem pagos em 2025 — mesmo sendo considerado por muitos um nome da oposição. O dado chama atenção não apenas pela celeridade no repasse, mas por colocar um representante do PT à frente da própria base aliada do governador Mauro Mendes no que se refere à execução orçamentária das emendas parlamentares.

Dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, apenas sete tiveram emendas empenhadas neste ano. Mais impressionante: apenas quatro desses conseguiram que suas indicações fossem efetivamente pagas. A lista dos que obtiveram êxito é liderada por Juca do Guaraná (R$ 1.600.000,00), seguido por Nininho (R$ 600.000,00), Valdir Barranco (R$ 500.000,00) e Beto Dois a Um (R$ 500.000,00). Com valores empenhados, mas ainda não pagos, aparecem Carlos Avalone, Claudio Ferreira e Julio Campos — todos com saldo zerado no sistema até o momento.

Esse cenário lança luz sobre a seletividade — ou ao menos a complexidade — nos trâmites que envolvem o pagamento das emendas parlamentares, instrumentos fundamentais para a execução de políticas públicas em regiões específicas indicadas por cada deputado. O montante total empenhado em 2025 atinge R$ 24,5 milhões, mas o ritmo da liberação dos recursos vem sendo alvo de atenção nos bastidores políticos e nas comunidades que aguardam os investimentos.

A inclusão de um deputado da oposição entre os quatro com emendas pagas pode sinalizar um novo desenho de articulação dentro da Assembleia ou, alternativamente, reforçar a crítica de que a oposição ao governo Mauro Mendes tem sido mais simbólica do que prática. Independentemente da leitura política, o fato é que, até o momento, a execução orçamentária das emendas parlamentares em Mato Grosso revela uma concentração de poder decisório sobre o que é pago e quando — com efeitos diretos na atuação de cada parlamentar em suas bases eleitorais.