CONSERVADORISMO E OPORTUNISMO - Funk só “presta” na hora de pedir voto?

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CONSERVADORISMO E OPORTUNISMO - Funk só “presta” na hora de pedir voto?

O funk, tão atacado durante o ano por setores da direita e do conservadorismo, parece ganhar outro status quando começa a campanha eleitoral. O ritmo que costuma ser associado de forma depreciativa às periferias, às favelas e aos jovens que estão longe de representar o eleitorado preferencial desse grupo político passa, de repente, a servir como ferramenta para conquistar voto.

A candidata Samantha Iris é um exemplo dessa contradição. Ligada ao campo conservador, que frequentemente critica o funk e seus conteúdos, ela recorre justamente à batida do gênero para embalar sua campanha e tentar aproximar sua imagem do eleitorado.

Não há problema algum em usar funk numa campanha. A questão é outra: por que o ritmo só passa a ser valorizado quando pode render voto? Fora do período eleitoral, artistas e jovens das periferias que produzem esse tipo de música são frequentemente alvos de críticas e preconceitos. Na eleição, porém, a mesma batida vira estratégia de marketing.

No fim, fica a impressão de que, para alguns políticos, o funk não serve como expressão cultural, mas serve muito bem como jingle eleitoral.

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