A presença da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (UB), na convenção do Republicanos em Cuiabá — evento que homologou a candidatura de Otaviano Pivetta ao governo — chamou a atenção dos bastidores. Conhecida por uma postura frequentemente associada ao autoritarismo, ao rancor e ao perfil perseguidor com adversários políticos, Virginia posou para diversas fotografias segurando ostensivamente uma Bíblia Sagrada. O gesto, longe de passar despercebido, aponta para uma tentativa deliberada de suavizar sua figura pública perante o eleitorado conservador e religioso do estado.
No entanto, a estratégia acabou dividindo opiniões e trazendo à tona debates sobre os limites da atuação política. Em tempos nos quais a sociedade e os analistas defendem cada vez mais a separação entre fé e debates eleitorais, a exibição do livro sagrado em um ato partidário soou como apelo excessivo para chamar a atenção. Embora símbolos e objetos ajudem a moldar narrativas em ano de eleição, o uso de um elemento estritamente religioso em uma convenção partidária expôs o contraste entre o discurso cristão que a primeira-dama busca projetar e as contestações que marcam sua trajetória no cenário estadual.
Com Bíblia em mãos em evento político, Virginia Mendes tenta reforçar perfil cristão para amenizar imagem de rancorosa, autoritária e perseguidora
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