As graves denúncias de assédio sexual e moral envolvendo William Leite de Campos (o ex-secretário e "homem forte" da gestão do prefeito Abílio Brunini) exigem uma investigação profunda, célere e totalmente independente. O caso veio à tona após uma ex-servidora registrar um boletim de ocorrência detalhando abusos que teriam ocorrido sob coerção hierárquica dentro das dependências da própria prefeitura de Cuiabá. Tratar uma acusação dessa magnitude como mero ruído político é uma afronta à dignidade das trabalhadoras do serviço público e evidencia a urgência de uma resposta institucional firme, que garanta a devida punição aos responsáveis em vez do silenciamento da vítima.
Contudo, a postura da base governista na Câmara Municipal aponta para uma vergonhosa blindagem política articulada para proteger o Palácio Alencastro. A forte interferência dos aliados do prefeito para implodir o requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) — substituindo-a por uma comissão especial de caráter limitado — soa como uma tentativa clara de abafar o escândalo e evitar o desgaste da gestão. O Poder Legislativo cuiabano tem o dever constitucional de fiscalizar o Executivo; submeter a busca por justiça ao corporativismo partidário é um desrespeito intolerável aos cidadãos e à ética que a capital exige de seus representantes.
Cobrança por Rigor: Manobras Políticas Não Podem Abafar Denúncias de Assédio Sexual na Gestão de Abílio Brunini
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