O deputado estadual Guilherme Cattani, bolsonarista raiz e um dos porta-vozes mais fiéis do ex-presidente no Mato Grosso, desmontou a fábula que o Palácio Paiaguás tenta enfiar goela abaixo da imprensa e do eleitorado. Em entrevista, Cattani afirmou de forma direta que não viu Bolsonaro pedir voto para ninguém, muito menos para Otaviano Pivetta, candidato ungido por Mauro Mendes para suceder sua gestão. Pivetta e Mauro insistem diariamente em vender a ideia de que Bolsonaro já fechou apoio, mas Cattani, com uma frase simples, puxou o fio da fantasia e mostrou o cenário real: não existe declaração pública, não existe gravação, não existe pedido — só narrativa.
E para piorar o clima no núcleo governista, Cattani ainda fez questão de lembrar que seu voto pessoal vai para Antônio Galvan, produtor rural e também bolsonarista raiz, caso Bolsonaro não se posicione oficialmente. Disse mais: se Bolsonaro liberar, vota no Galvan com orgulho. O recado ficou claro — no mundo real da direita mato-grossense, quem tem legitimidade disputa voto, não inventa endosso. Enquanto Pivetta e Mauro tentam fabricar apoio com fumaça e frases jogadas, o deputado expôs o vazio dessa estratégia: Bolsonaro não falou. E até lá, a base segue livre — e desconfiada.