O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a promoção de oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso ao posto de coronel não é prioridade neste momento. A decisão ocorre em pleno período eleitoral e abre espaço para questionamentos sobre um possível cálculo político para evitar descontentamentos dentro da corporação.
Escolher apenas cinco nomes entre os oficiais habilitados pode gerar insatisfação entre aqueles que ficarem de fora. Ao deixar a decisão para depois, Pivetta evita assumir agora o desgaste provocado pelas escolhas, mas transfere a insegurança para profissionais que aguardam o cumprimento do processo de promoção.
“Estou pensando ainda, não é prioridade. Estou cumprindo o meu dever de governar. Governar é isso também, às vezes não nomear e governar”, declarou no domingo (7).
A justificativa, porém, não responde à cobrança da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (Assof PM/BM-MT). Segundo a entidade, existem cinco vagas abertas, todas as etapas sob responsabilidade da corporação foram concluídas e o prazo para a escolha terminou no sábado (5).
Ao tratar uma obrigação relacionada à carreira militar como assunto secundário, o governador aumenta o desgaste com os oficiais e alimenta a percepção de que a decisão pode estar sendo adiada por conveniência política. A Assof já anunciou que poderá recorrer à Justiça para defender as prerrogativas da categoria.